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09/06/2011

코리아 갓 탤런트 Sung-Bong, Choi

Pauê - Tema de filme


O surfista Paulo Eduardo Chieffi Aagaard tinha apenas 18 anos quando sua vida passou por uma reviravolta. “Eu estava indo para academia quando aconteceu”, lembra ele. Pauê, como é conhecido, atravessava uma linha férrea desativada em São Vicente, no litoral paulista, quando um trem o atropelou e amputou metade de suas duas pernas. Na época, ele era adolescente em formação e ainda estava fazendo cursinho pré-vestibular. “Minha vida mudou por completo, eu queria voltar a viver e para mim naquele momento isso era voltar a surfar”, conta. A história é retratada no documentário “O Passo de um Vencedor”, de Fábio Capellini.

Pauê é surfista desde pequeno e não queria ficar longe das ondas por conta do acidente. “Tive que me adaptar, pois eu não tinha mais as mesmas condições”, explica. O jovem começou a fazer natação e musculação para acelerar a sua recuperação. Após sessões de fisioterapia e a colocação de próteses, em menos de três meses, Pauê estava de volta cortando ondas em cima de uma prancha. Ele se tornou o primeiro e único surfista bi-amputado do mundo. E, não parou por aí. O santista se apegou ao esporte para continuar a vida. Ele começou a praticar Triathlon, ganhou prêmios e foi campeão na categoria em 2002, em Cancún, no México. “As competições de tornaram mais comuns depois do acidente”, comenta.

“A vida é uma provação diária, sem desafios não existe evolução”

A superação, segundo Pauê, não foi fácil e aconteceu em etapas. “Primeiro tive que entender o que havia acontecido comigo, depois tive que aceitar minha nova condição, para só depois superar”, explica. “Saber que dali em diante seria sempre assim não foi fácil”, completa. O acidente fez Pauê amadurecer antes dos amigos e a enxergar a vida de uma forma diferente. O apoio que ele recebeu da família o fez descobrir o “valor inestimável” que aquelas pessoas tinham para ele.

Após Pauê se adaptar ao novo estilo de vida, ele começou a dar palestras de superação em empresas - já esteve em mais de cem multinacionais - e a fazer trabalhos sociais em hospitais. “Me foco nas minhas atuações, gosto de transmitir mensagens produtivas às pessoas”. Em 2008, Pauê escreveu o livro “Caminhando com as próprias pernas” sobre o que ele passou para enfrentar as sequelas do acidente. A obra chamou a atenção do diretor Fábio Capellini que procurou o atleta com a proposta do filme.


O Passo de um Vencedor

De acordo com Capellini, o documentário é baseado em toda a trajetória de superação de Pauê, que hoje está com 27 anos. “Eu li o livro, conheci o Pauê e começamos a elaborar a ideia em 2008”, lembra o diretor. O documentário reúne uma série de entrevistas de pessoas próximas ao jovem e cenas que reconstroem o que ele viveu, sempre ligadas aos esportes radicais. “Será uma mistura de narrativa com entrevistas”, explica Capellini.

As tomadas foram gravadas em diversas partes do Brasil, inclusive em Fernando de Noronha. “O Pauê pedala, nada, rema, mergulha e escala montanhas no filme”, detalha Capellini. Segundo o diretor, a produção visa passar um novo ângulo de enxergar a vida e mostrar que qualquer pessoa pode ter um problema que obrigue uma mudança de planos. “Quando uma pedra aparece no caminho você pode parar ali, ou dar a volta, passar a pedra e pegar impulso para continuar”, explica Capellini sobre a linha seguida pelo documentário. O Ministério da Cultura e a Apsen Farmacêutica estão apoiando o filme e o lançamento está previsto para o segundo semestre deste ano.

Fonte: http://jovem.ig.com.br/oscuecas/noticia/2011/06/08/jovem+bi+amputado+vira+tema+de+filme+10435878.html

08/06/2011

01/06/2011

Ironman

A lição é de cumplicidade, devoção e superação de limites: como irmãos podem ser mais do que irmãos. A inspiração veio de outra história emocionante exibida no “Fantástico” há quase três anos: o exemplo do americano Dick Hoyt, um pai que não mediu esforços para ajudar Rick, o filho com paralisia cerebral, a participar de maratonas e triatlos.

“Esta história é um grande exemplo de vida para sociedade contemporânea. Para nós, é uma grande inspiração”, diz o professor de história e triatleta Arthur Pires.

Arthur é triatleta. O irmão, Chiquinho, nasceu com uma severa deformidade na coluna vertebral que limita a capacidade respiratória e desequilibra o andar. “Dificuldade, barreira e impedimento isso não tem. A cada desejo, a cada sonho é um passo a mais”, afirma Chiquinho Pires, que também é professor de história.

O novo passo de Chiquinho era gigante: participar do Ironman, o duríssimo triatlo de longas distâncias. Foi o desafio que fez ao irmão. Ao todo, são dois mil atletas inscritos e entre eles Arthur e Chiquinho. O desafio que eles têm pela frente é nadar 3,8 quilômetros, depois pedalar 180 quilômetros e por fim correr uma maratona de 42 quilômetros.

No meio de um cardume de nadadores, Arthur reboca Chiquinho em um pranchão de surfe. O ciclismo é a etapa mais longa. A bicicleta é adaptada com dois assentos. Na maratona, Chiquinho vai em uma cadeira que lembra uma espécie de triciclo. Os passos firmes de Arthur tornam realidade o sonho do irmão, que não aceita limites para viver.

“Uns nos acham ocos, outros nos acham um exemplo a ser seguido. Mas nós queremos curtir nosso barato”, disse Chiquinho.